O Garante italiano multou a IQVIA em €7 milhões porque dados de cerca de 1 milhão de pacientes, tratados como anônimos, permitiam reidentificação ao cruzar atributos e acompanhar cada pessoa ao longo do tempo. Faltavam base jurídica, informação aos titulares, regra de retenção, avaliação de impacto e segurança adequada, e mais de 3.300 pacientes tinham dados identificativos na base. A falha central foi tratar pseudonimização como questão puramente técnica, sem governança do ciclo de vida do dado. No Brasil, a LGPD também condiciona o status de anonimizado à impossibilidade de reversão com esforços razoáveis. Lição: anonimização precisa de dono, prazo, avaliação e prova, não de boa intenção.